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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Jovens de excelência


Uma Palavra aos Jovens


Na oportunidade em que fui convidado a dirigir um estudo aos jovens da igreja, aceitei o desafio de bom grado. Passei então a questionar-me sobre qual o assunto poderia trazer maior impacto àquelas vidas. Imediatamente busquei na minha mente identificar fatos ou acontecimentos da minha própria juventude e que pudessem servir de exemplo e de inspiração para esta ocasião.

Lembrei-me primeiramente que a juventude é uma época de poucas decisões e escolhas. É certo que o jovem vai se deparar com muitas delas ao longo da juventude e depois em sua vida adulta, porém, refiro-me às decisões que podem trazer resultados permanentes e duradouros. Questões tais como: que curso profissionalizante estudarei? com quem devo namorar, noivar e casar? em qual curso da faculdade devo pensar e dirigir esforços? Estas, dentre outras, são as dúvidas e incertezas que mais incomodam os jovens. Se eles são cristãos estarão buscando na vontade de Deus a resposta para as suas perguntas.

Vamos ver um exemplo de decisões permanentes que mudaram a vida e a trajetória de um povo. Em Hebreus 11: 23-29 temos a narrativa sobre a fé de Moisés.

Antes, lembremo-nos o que havia acontecido ao povo de Israel àquela época. José, sendo hebreu, era governador do Egito. Esse status e posição foram adquiridos pela graça de um Faraó para com José, na ocasião em que ele interpretara sabiamente os sonhos que afligira o monarca. Ao perceber a sabedoria divina sobre José, o Faraó coloca-o como segundo homem em seu reinado. A fome, prevista por José, atinge também a terra de seus pais que são obrigados a ir ao Egito em busca de alimento. José convida então seus familiares a morarem com ele no Egito, recebendo consentimento da parte do rei. Com as mortes de José e do rei, surge um novo Faraó que desconhecia o sábio governador e seus feitos. Ao perceber que o povo hebreu crescia abundantemente, o Faraó determina que os filhos dos hebreus fossem mortos e lançados no Rio Nilo, a fim de não engrossar a população com maior força masculina, temendo que um dia os hebreus se juntassem à outros povos e lutassem contra os próprios egípcios. Ao mesmo tempo determina que os egípcios afligissem o s hebreus com maior carga de trabalho, mantendo-os sob constante ocupação e vigilância. As parteiras hebréias, temendo a Deus, e com penas das crianças, deixavam de cumprir a ordem de eliminar os filhos homens dos hebreus e Faraó não se conformava.

Nasce então um filho do sexo masculino em uma família onde tanto o pai, como a mãe eram Levitas, isto é, possuíam um passado e uma vida dedicada ao sacerdócio. Ao se depararem com um menino recém-nascido certamente aqueles pais foram possuídos por forte temor: cumprir ou não o mandamento do rei? A Bíblia diz que pela fé, Moisés foi escondido por três meses, pois seus pais perceberam que era um menino formoso.

Não mais podendo ocultar a criança, os pais lançam a criança no Rio Nilo e acompanham o berço no leito do rio para ver que fim teria o menino. Este é encontrado pela filha de Faraó, que se banhava nas águas do rio naquele exato momento (coincidência ou providência?). A filha de Faraó adota a criança e determina que fosse desmamado e criado por uma hebréia, que viria a ser a própria mãe de Moisés.

Ao cumprir a sua etapa, a mãe de Moisés o devolve à filha de Faraó, que passa a dar-lhe uma vida bem diferente daquela que ele vivia até então. Os palácios, as boas roupas, comidas, fartura, riqueza e festas faziam parte da vida de Moisés nessa nova fase.

Ao tornar-se grande (a Bíblia não diz que idade tinha), Moisés vê o seu povo sendo afligido por pesado trabalho e pela injustiça dos homens egípcios. Toma uma atitude de defender um hebreu, matando um egípcio. Ocultou o cadáver e pensou que ninguém havia tomado conhecimento. No dia seguinte ao deparar-se com dois hebreus em discussão, tentou apartar a discórdia e recebe por resposta o conhecimento que o delito praticado no dia anterior e que não era juiz nem mediador do povo de Israel.

Assustado, ao saber que Faraó também já sabia e queria matá-lo, Moisés decide fugir. Dirige-se para a terra de Midiã e passa a morar ali como um egípcio. Naquela terra Moisés procura esquecer o passado e constitui família.

Porém o relógio do tempo de Deus não havia parado. Com a morte de Faraó e o aumento de opressão ao povo, os israelitas clamavam ao Senhor por libertação. O Senhor os ouve e se lembra da aliança tratada com Abraão,Isaque e Jacó. Deus escolhe Moisés para aquela tarefa nada simples: conduzir o povo oprimido em direção à uma nova vida e à liberdade.

Ao ter seu primeiro encontro com Deus e saber que fôra escolhido para aquela missão, Moisés tenta recusar o convite de Deus, efetuando as perguntas:
Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
Quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: o Deus de vosso pais me enviou a vós; e me perguntarem: qual é o seu nome? que lhes direi?" e afirmando: "Ah! Senhor! eu nunca fui eloquente, nem antes ou depois que falaste ao teu servo. Sou pesado de boca e pesado de língua", e mais: "Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar.

Vendo que não pôde recusar o "convite", Moisés parte para o Egito a fim de cumprir a missão.

Passemos a ver alguns aspectos e características de Moisés:
A fé que dá discernimento. "A verdadeira fé dá discernimento para se escolher aquilo que realmente vale na vida", Caio Fabio. Moisés possuía aquela fé ao tomar a atitude de recusar ser reconhecido como filho da filha de Faraó. Abandona o status, a posição social, o futuro de riquezas e a segurança que teria como descendente. Os versos 24, 25 e 26 de Hebreus 10 dizem que foi pela fé. Pela fé ele escolheu ser maltratado como hebreu, vendo que o futuro de glória era certo.
A verdadeira fé dá coragem para deixar o que realmente não vale a pena na vida. Moisés deixou o Egito e sua riqueza, ignorou o poder do rei que poderia matá-lo ou perdoá-lo. Entre a sua consciência de que o povo hebreu era oprimido e a possibilidade de fazer parte integrante do grupo de opressores, optou para deixar aquilo que não valia a pena. Pela fé abandona o que não lhe parecia ser correto.
A verdadeira fé dá confiança naquilo em que podemos depositar a verdadeira segurança. Ao enfrentar a praga destruidora que viria para ferir os primogênitos, Moisés celebrou a Páscoa e efetuou a aspersão do sangue sobre os umbrais das portas, confiando que o Senhor havia de lhes prover o livramento. O salmista diz que pela fé podemos andar pelo vale da sombra ou da morte sem temer mal algum.
A verdadeira fé abre caminho onde não há caminho. Ao conduzir o povo de Israel pelo deserto em direção à terra prometida, Moisés depara-se com o Mar Vermelho à sua frente e os egípcios à retaguarda, enquanto que o povo murmurava, dizendo que não queria morrer no deserto quando o Egito era "tão bom para eles", pois era "melhor servir aos egípcios do que morrer no deserto". A palavra de Deus foi: "dize aos filhos de Israel que marchem, e tu levanta a tua vara e estende a tua mão sobre o mar divide-o para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco". Aleluia! O povo atravessou o Mar Vermelho. A fé abriu caminho onde não havia caminho.

Falamos sobre a fé de Moisés. Porém, o que vem a ser fé? A própria Palavra de Deus responde: "Ora a fé é a certeza das coisas que se esperam, e aprova das coisas que não se vêem" Hebreus 11:1. E também que "é pela fé que nos aproximamos de Deus" Heb 11:6.

Se fé é isso, como é possível obtê-la ou adquiri-la? Em Rom 10:17 temos a resposta: "a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus". Aqui está a solução, ou melhor, o caminho para quem quer trilhar em busca de mais fé: ir em direção à Palavra de Deus.

O andar do cristão também é pautado na fé. Aceitamos a Cristo pela fé e prosseguimos na carreira cristã na esperança de naquele grande dia recebermos a salvação e o galardão que nos está destinado. o Apóstolo Paulo diz que "andamos por fé e não por vista" II Cor 5:7 e que a a vida que agora vivemos, vivemos na carne, "vivendo-a na fé no Filho de Deus" Gál 2:20.

Voltando ao início do estudo. Quão importante para os jovens nos dias de hoje é possuirem essa fé que auxilia a tomar as decisões baseadas na vontade e na Palavra de Deus. Fé para ter discernimento para escolher o que vale a pena. Fé para ter coragem para deixar para trás o que realmente não vale a pena. O Egito. Fé baseada em plena segurança, onde o mundo não pode se basear, pois está baseada no próprio Deus. E fé para abrir caminho onde não há caminho.

Qual a sua fé hoje?

"Esta é a vitória que que vence o mundo: a nossa fé". I João 5:4

Espero que você tenha sido abençoado. Deixe que os princípios bíblicos aqui apresentados orientem a sua vida na direção desejada por Deus.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Namorar, Ficar e Tansar?


O homem um ser social


O ser humano foi criado para viver em comunhão: primeiro, com o seu Criador (relação vertical); e, depois, com os seus semelhantes (relação horizontal). Na verdade, esse é o plano divino para nossas vidas. Foi o próprio Senhor Deus quem declarou: "Não é bom que o homem esteja só..."(Gn. 2: 18). Lemos, ainda, na Sua Palavra que "Melhor é serem dois do que um..." (Ec 4:9). Portanto, a solidão se opõe ao plano divino, e, por isso mesmo, resulta em várias feridas na alma, tais como: sentimento de desconforto, de inutilidade; auto-estima baixa; depressão; ausência de laços afetivos; prostração; e, até mesmo, saudade.
Para vencer a solidão, precisamos de amizade, simpatia, empatia, cooperação, namoro, casamento. Sentimos necessidade de amizade verdadeira, de alguém que chegue quando todos saem, isto é, alguém que permaneça ao nosso lado quando mais ninguém está. Mas, por outro lado, a solidão não pode levar a pessoa a aceitar qualquer tipo de relacionamento. Quantas vezes já se ouviu: "Ruim com ele (ela), pior sem ele (ela)..." ? Obviamente tal afirmativa não pode expressar uma verdade, não é mesmo?

O que é ficar ?
Atualmente, a palavra "namoro" está fora de moda...para alguns. Agora, a maioria adolescentes e jovens "ficam". O que é há de diferente?
Já vimos que o namoro é um momento muito importante na vida da pessoa. ficar, segundo o que os jovens definem é “passar tempo com alguém, sem qualquer compromisso. Pode, ou não, incluir intimidades, tais como: beijos, abraços e mesmo, relações sexuais." Portanto, o ficar nada tem a ver com o namorar. Infelizmente, quando um jovem fala sobre "namoro", no sentido sério da palavra, torna-se, muitas vezes, alvo de piada e gozação, por parte dos colegas. Isso é um resultado (da distorção dos valores morais que vem sendo feita, principalmente pelos meios de comunicação). Nossos jovens sofrem a influência da mídia que apregoa a sensualidade e a liberação dos impulsos, sem censuras como forma de atuação prazerosa e mais autêntica, mais satisfatória. Tal comportamento leva à promiscuidade sexual, com suas tristes conseqüências.
Na década de 60 (no Brasil, a partir de 70/80), começou uma revolução sexual na Europa, enfatizando que homens e mulheres podiam desfrutar de direitos iguais, inclusive no "sexo livre". O que importava era a satisfação pessoal; a sensação do momento, sem a necessidade de qualquer ligação de sentimentos entre os parceiros. A queda, de lá para cá, foi vertiginosa e, assim, o namoro foi sendo deixado de lado e houve grande adesão ao ficar. Os jovens são pressionados a abandonar hábitos conservadores e a adotar as práticas pecaminosas ditadas pela cultura social.
Embora, aparentemente, haja muitas vantagens no “ficar", as desvantagens, especialmente para a mulher, são inúmeras também. Entre elas, podemos mencionar o fato de que ela vai ficar mal vista, mal falada, vai estar sujeita a uma gravidez indesejada, enfim muitas são as tristezas. É importante que você, mulher, se lembre de que não é um objeto descartável: usado agora, jogado fora depois. Infelizmente, os jovens evangélicos são alvo da mesma pressão e da mesma gozação. Por isso, apenas uma minoria discorda dos padrões e das práticas pecaminosas ditadas pela cultura secular. Os jovens -homens e mulheres -principalmente os que querem levar Deus a sério em suas vidas, precisam observar, cuidadosamente, o que Ele diz em Sua Palavra, antes de envolver-se com alguém. É óbvio que o "ficar" não deve ser uma prática para esses jovens.

E o transar ?
Este é um tema que tem sido alvo de muitos debates e discussões. Parece que agora, é muito "careta" quem não transa, não é mesmo? Por isso, as pessoas que ainda querem ser sérias nos seus relacionamentos, acabam passando por situações bem desagradáveis. São objeto de gargalhadas de ironias, de dúvida por parte de colegas, de escola ou de trabalho - de pessoas mais velhas e - pasmem! - de ”irmãos e irmãs” da igreja. Além disso, as jovens ficam com medo de "perder" aquele rapaz "lindo e maravilhoso" e cedem à tentação, quando ele diz: "Querida, prove que me ama realmente e transe comigo... "Este é o golpe mais velho e mais baixo que existe! Ele, na verdade, não a ama, não está nem um pouco preocupado com ela nem com as conseqüências que ela - apenas ela - vai enfrentar! Ele só quer se divertir com o corpo dela! A única resposta para esse convite é a mesma de sempre: "Se você realmente me ama, poderá esperar pelo casamento.” Muitos jovens cristãos acabam cedendo às pressões da mídia , dos colegas, dos amigos e começam a achar que o que todo mundo faz é que está certo e que eles não podem se apresentar como seres alienígenas. Passam a viver "uma vida dupla: na igreja, são os 'certinhos'; fora dela, agem conforme seus desejos mandarem."
Mas a Palavra de Deus condena o "transar", pois afirma que a relação sexual é um privilégio do casamento. Na verdade, ela é a terceira etapa, e não a primeira. "Em Gn. 2:24, lemos: 'Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.' Desde Adão e Eva, o próprio Deus ordenou que houvesse uma formalização do compromisso matrimonial, através do 'deixar pai e mãe', com a bênção destes que são autoridades, sobre nós, enquanto solteiros. Além destas autoridades, devemos obediência às leis do nosso país. Num segundo passo, o homem 'se une à sua mulher'. A referência é àquela mulher com quem vai se casar, e não a qualquer mulher que se olhar na rua. Assim, numa terceira etapa, os dois serão 'uma só carne'. Só após as duas primeiras terem sido cumpridas, é que vem a hora da relação sexual, e não antes. Esta idéia existe tanto no Velho como no Novo Testamento, pois este versículo é citado por Jesus (Mt. 19:5) e por Paulo (I Co. 6: 16)."
Deus não estimula, de jeito algum, a "transa". Muito pelo contrário. Várias passagens bíblicas, condenam o relacionamento sexual fora do casamento: At. 15:29; 21 :25; I Co. 6: 13-18; II Co. 12:21; I Ts. 4:3- 5. Entretanto, Hb. 13:4, Deus valoriza o casamento. Lemos ali: "Digno de honra entre todos, seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros". Deus também aprova a relação sexual dentro do casamento. "Para o povo judeu, a relação sem pecado, era aquela em que as pessoas entravam virgens para o casamento, como descrito em Dt. 22:13-21."
Querida jovem, sei que você precisa de muita força para enfrentar tudo o que o mundo está exigindo e oferecendo para você. Entretanto, procure se fortalecer com a Palavra de Deus, ocupar sua mente e seu tempo com coisas boas e aceitar o desafio de ir contra a maioria. Lembre-se de que quando sabemos que somos amados pelo que somos, e não pelo nosso físico, tornamo-nos mais saudáveis mentalmente e nos expressamos mais livremente, porque já não tememos a rejeição. já não precisamos nos preocupar em como vamos agradar o nosso companheiro. Lembre-se. também do que dizem as Escrituras em Eclesiastes 12:1 "Não deixe o entusiasmo da mocidade fazer com que você esqueça seu Criador. Honre a Deus enquanto você é jovem, antes que os dias maus cheguem, quando você não vai mais ter alegria de viver."

A oração ainda é essencial
Depois de considerar, racionalmente e não emocionalmente apenas, se a pessoa que você escolheu é alguém com quem você gostaria de passar toda a sua vida leve o assunto para Deus em oração. Há um hino que diz que não precisamos perder a paz quando levamos nossos problemas ao nosso amigo Jesus, pois Ele sempre nos atende em oração. Espere pelo Senhor (Salmo 27: 14). Ele sempre sabe o que é melhor para você. Nunca tome uma decisão nunca inicie um envolvimento sem ter certeza de que Deus está abençoando esse relacionamento, de que é aprovado por seus pais e de que você ama realmente aquela pessoa. Com certeza, você será bem sucedida na escolha que fizer.

O fim do namoro é o casamento
A finalidade, o objetivo do namoro é o casamento; mas o casamento não é o fim do namoro. Na verdade, o namoro deve continuar pelo resto da vida a dois. O namoro continua sendo muito importante dentro do casamento. Quando o fim do namoro é o casamento, grandes são as chances desse casamento desmoronar.
É interessante que, durante o período de namoro, muitas são as juras de amor eterno, os presentes, os programas, as roupas bonitas, os penteados cheios de cuidados, os perfumes, as gentilezas etc. Entretanto, aqueles que consideram que o fim do namoro é o casamento, abandonam todas ou quase todas essas práticas e passam a agir de modo totalmente inverso! Essa é uma das razões pela qual os casamentos acabam durando muito pouco. É preciso continuar perdoando, amando, protegendo e valorizando o cônjuge. Muitos maridos passam a agir exatamente como agiriam após haverem "transado" com a namorada - isto é, passam a tratar a esposa com indiferença, sem qualquer interesse nela. Por outro lado, as mulheres também, muitas vezes, perdem todo o encanto, pois já não se arrumam como se arrumavam, já não usam aquele perfume que o namorado tanto apreciava (quando não ficam mal-cheirosas), esquecem-se de que o seu corpo é "o templo do Espírito Santo" e deixam de cuidar dele, tornam-se relaxadas com tudo. Tanto o marido como a mulher precisam estar atentos para que o namoro tenha sua continuação no casamento. Esposas continuam gostando de ganhar um presente, de receber flores, de sair para jantar, de ouvir elogios sobre sua aparência etc., exatamente como quando eram namoradas. Os esposos, por sua vez, continuam gostando de ver sua "namorada" com os cabelos penteados, limpas, cheirosas, de comer algo feito especialmente para ele, de ouvir palavras de amor. "Lembre-se de que a frase Eu amo você! , dita sincera e freqüentemente, afofa o terreno do relacionamento e pré-dispõe o aprofundamento de raízes.

Sylvia Oliveira Nocetti

sábado, 13 de dezembro de 2008

Jovens Loucos por Jesus


Tem gente que acha que ser crente, evangelico ou Cristão é ser brega ou ser quadrado.
Ao contrario, somos diferentes, podemos dançar, pular e até gritar na presença do Senhor, somos jovens de santidade, que buscamos honrar a DEUS ne tudo que fazemos ou pensamos.
Somos pessoas que buscam a presença do SENHOR e tambem se diverte, brinca e faz bagunça.
Temos estilos e gostos diferentes, mais buscamos a mesma coisa: A salvação.
Independente do seu jeito ou estilo, cor ou tamanho, JESUS nos que para levar a palavra DELE, em todo lugar e todas as pessoas, temos que fazer a diferença nesta terra distorcida, não podemos mais ficar parados esperando a volta do SENHOR, enquanto varias pessoas morrem sem conhecer verdadeiramente o Senhor JESUS.
Podemos sim, fazer a difernça, basta nos unirmos pára um mesmo objetivo, levar a palavra de DEUS em todo lugar, sem temer mal algum ou qualquer tipo de brincadeira que sofremos.
Muito de nós tem se desviado, enquanto isso procuramos apenas criticar e deixar de lado estás pessoas, temos que ter a mente de CRISTO, temos amar o próximo como a nós mesmo.
Venha fazer parte desta geração, louca por JESUS.

Acampamento da Rede de Jovens Igreja batista do Nova Àmerica 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Palavra para os Jovens

Na oportunidade em que fui convidado a dirigir um estudo aos jovens da igreja, aceitei o desafio de bom grado. Passei então a questionar-me sobre qual o assunto poderia trazer maior impacto àquelas vidas. Imediatamente busquei na minha mente identificar fatos ou acontecimentos da minha própria juventude e que pudessem servir de exemplo e de inspiração para esta ocasião.
Lembrei-me primeiramente que a juventude é uma época de poucas decisões e escolhas. É certo que o jovem vai se deparar com muitas delas ao longo da juventude e depois em sua vida adulta, porém, refiro-me às decisões que podem trazer resultados permanentes e duradouros. Questões tais como: que curso profissionalizante estudarei? com quem devo namorar, noivar e casar? em qual curso da faculdade devo pensar e dirigir esforços? Estas, dentre outras, são as dúvidas e incertezas que mais incomodam os jovens. Se eles são cristãos estarão buscando na vontade de Deus a resposta para as suas perguntas.
Vamos ver um exemplo de decisões permanentes que mudaram a vida e a trajetória de um povo. Em Hebreus 11: 23-29 temos a narrativa sobre a fé de Moisés.
Antes, lembremo-nos o que havia acontecido ao povo de Israel àquela época. José, sendo hebreu, era governador do Egito. Esse status e posição foram adquiridos pela graça de um Faraó para com José, na ocasião em que ele interpretara sabiamente os sonhos que afligira o monarca. Ao perceber a sabedoria divina sobre José, o Faraó coloca-o como segundo homem em seu reinado. A fome, prevista por José, atinge também a terra de seus pais que são obrigados a ir ao Egito em busca de alimento. José convida então seus familiares a morarem com ele no Egito, recebendo consentimento da parte do rei. Com as mortes de José e do rei, surge um novo Faraó que desconhecia o sábio governador e seus feitos. Ao perceber que o povo hebreu crescia abundantemente, o Faraó determina que os filhos dos hebreus fossem mortos e lançados no Rio Nilo, a fim de não engrossar a população com maior força masculina, temendo que um dia os hebreus se juntassem à outros povos e lutassem contra os próprios egípcios. Ao mesmo tempo determina que os egípcios afligissem o s hebreus com maior carga de trabalho, mantendo-os sob constante ocupação e vigilância. As parteiras hebréias, temendo a Deus, e com penas das crianças, deixavam de cumprir a ordem de eliminar os filhos homens dos hebreus e Faraó não se conformava.
Nasce então um filho do sexo masculino em uma família onde tanto o pai, como a mãe eram Levitas, isto é, possuíam um passado e uma vida dedicada ao sacerdócio. Ao se depararem com um menino recém-nascido certamente aqueles pais foram possuídos por forte temor: cumprir ou não o mandamento do rei? A Bíblia diz que pela fé, Moisés foi escondido por três meses, pois seus pais perceberam que era um menino formoso.
Não mais podendo ocultar a criança, os pais lançam a criança no Rio Nilo e acompanham o berço no leito do rio para ver que fim teria o menino. Este é encontrado pela filha de Faraó, que se banhava nas águas do rio naquele exato momento (coincidência ou providência?). A filha de Faraó adota a criança e determina que fosse desmamado e criado por uma hebréia, que viria a ser a própria mãe de Moisés.
Ao cumprir a sua etapa, a mãe de Moisés o devolve à filha de Faraó, que passa a dar-lhe uma vida bem diferente daquela que ele vivia até então. Os palácios, as boas roupas, comidas, fartura, riqueza e festas faziam parte da vida de Moisés nessa nova fase.
Ao tornar-se grande (a Bíblia não diz que idade tinha), Moisés vê o seu povo sendo afligido por pesado trabalho e pela injustiça dos homens egípcios. Toma uma atitude de defender um hebreu, matando um egípcio. Ocultou o cadáver e pensou que ninguém havia tomado conhecimento. No dia seguinte ao deparar-se com dois hebreus em discussão, tentou apartar a discórdia e recebe por resposta o conhecimento que o delito praticado no dia anterior e que não era juiz nem mediador do povo de Israel.
Assustado, ao saber que Faraó também já sabia e queria matá-lo, Moisés decide fugir. Dirige-se para a terra de Midiã e passa a morar ali como um egípcio. Naquela terra Moisés procura esquecer o passado e constitui família.
Porém o relógio do tempo de Deus não havia parado. Com a morte de Faraó e o aumento de opressão ao povo, os israelitas clamavam ao Senhor por libertação. O Senhor os ouve e se lembra da aliança tratada com Abraão,Isaque e Jacó. Deus escolhe Moisés para aquela tarefa nada simples: conduzir o povo oprimido em direção à uma nova vida e à liberdade.
Ao ter seu primeiro encontro com Deus e saber que fôra escolhido para aquela missão, Moisés tenta recusar o convite de Deus, efetuando as perguntas:
Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
Quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: o Deus de vosso pais me enviou a vós; e me perguntarem: qual é o seu nome? que lhes direi?" e afirmando: "Ah! Senhor! eu nunca fui eloquente, nem antes ou depois que falaste ao teu servo. Sou pesado de boca e pesado de língua", e mais: "Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar.
Vendo que não pôde recusar o "convite", Moisés parte para o Egito a fim de cumprir a missão.
Passemos a ver alguns aspectos e características de Moisés:
A fé que dá discernimento. "A verdadeira fé dá discernimento para se escolher aquilo que realmente vale na vida", Caio Fabio. Moisés possuía aquela fé ao tomar a atitude de recusar ser reconhecido como filho da filha de Faraó. Abandona o status, a posição social, o futuro de riquezas e a segurança que teria como descendente. Os versos 24, 25 e 26 de Hebreus 10 dizem que foi pela fé. Pela fé ele escolheu ser maltratado como hebreu, vendo que o futuro de glória era certo.
A verdadeira fé dá coragem para deixar o que realmente não vale a pena na vida. Moisés deixou o Egito e sua riqueza, ignorou o poder do rei que poderia matá-lo ou perdoá-lo. Entre a sua consciência de que o povo hebreu era oprimido e a possibilidade de fazer parte integrante do grupo de opressores, optou para deixar aquilo que não valia a pena. Pela fé abandona o que não lhe parecia ser correto.
A verdadeira fé dá confiança naquilo em que podemos depositar a verdadeira segurança. Ao enfrentar a praga destruidora que viria para ferir os primogênitos, Moisés celebrou a Páscoa e efetuou a aspersão do sangue sobre os umbrais das portas, confiando que o Senhor havia de lhes prover o livramento. O salmista diz que pela fé podemos andar pelo vale da sombra ou da morte sem temer mal algum.
A verdadeira fé abre caminho onde não há caminho. Ao conduzir o povo de Israel pelo deserto em direção à terra prometida, Moisés depara-se com o Mar Vermelho à sua frente e os egípcios à retaguarda, enquanto que o povo murmurava, dizendo que não queria morrer no deserto quando o Egito era "tão bom para eles", pois era "melhor servir aos egípcios do que morrer no deserto". A palavra de Deus foi: "dize aos filhos de Israel que marchem, e tu levanta a tua vara e estende a tua mão sobre o mar divide-o para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco". Aleluia! O povo atravessou o Mar Vermelho. A fé abriu caminho onde não havia caminho.
Falamos sobre a fé de Moisés. Porém, o que vem a ser fé? A própria Palavra de Deus responde: "Ora a fé é a certeza das coisas que se esperam, e aprova das coisas que não se vêem" Hebreus 11:1. E também que "é pela fé que nos aproximamos de Deus" Heb 11:6.
Se fé é isso, como é possível obtê-la ou adquiri-la? Em Rom 10:17 temos a resposta: "a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus". Aqui está a solução, ou melhor, o caminho para quem quer trilhar em busca de mais fé: ir em direção à Palavra de Deus.
O andar do cristão também é pautado na fé. Aceitamos a Cristo pela fé e prosseguimos na carreira cristã na esperança de naquele grande dia recebermos a salvação e o galardão que nos está destinado. o Apóstolo Paulo diz que "andamos por fé e não por vista" II Cor 5:7 e que a a vida que agora vivemos, vivemos na carne, "vivendo-a na fé no Filho de Deus" Gál 2:20.
Voltando ao início do estudo. Quão importante para os jovens nos dias de hoje é possuirem essa fé que auxilia a tomar as decisões baseadas na vontade e na Palavra de Deus. Fé para ter discernimento para escolher o que vale a pena. Fé para ter coragem para deixar para trás o que realmente não vale a pena. O Egito. Fé baseada em plena segurança, onde o mundo não pode se basear, pois está baseada no próprio Deus. E fé para abrir caminho onde não há caminho.
Qual a sua fé hoje?
"Esta é a vitória que que vence o mundo: a nossa fé". I João 5:4



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